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Se Essa Rua Fosse Minha

Descubra como um projeto social nascido em Laranjeiras transforma a vida de crianças e jovens através da arte de circo

Na publicação anterior apresentamos o projeto social Morrinho que acontece em Laranjeiras. Com o tempo o projeto foi crescendo e atuando em diversas áreas de capacitação de crianças, adolescentes e adultos. O projeto que apresentaremos hoje envolve o ensino de técnicas de circo para menores que vivem nas ruas do Rio de Janeiro.

Projeto Se Essa Rua Fosse Minha

Criado em Laranjeiras, em 1991, o projeto social Se Essa Rua Fosse Minha nasceu com a proposta de mudar a realidade das crianças que vivem nas ruas do Rio de Janeiro através do aprendizado de um trabalho de arte-educação, baseado na vivência das artes circenses. Atuando a mais de 25 anos como projeto social em Laranjeiras, a ONG é responsável por levar crianças que viviam no asfalto até o alto de um trapézio e se apresentar para os mais diversos públicos.

O projeto social do Se Essa Rua Fosse Minha, que teve como berço o bairro de Laranjeiras, oferece oficinas de arte circense e de dança para cerca de 300 jovens da região. Como forma de fortalecer os laços com ONGs que também atuam na área de educação através da arte a “trupe” do Se Essa Rua Fosse Minha também visita outras instituições como forma de promover a socialização dos jovens e o diálogo entre eles. A foto abaixo mostra uma apresentação da “trupe” da Se Essa Rua Fosse Minha na escola de música da AMC em Coelho da Rocha em São João de Meriti.

Com o amadurecimento do projeto social concebido em Laranjeiras e com o estímulo de diálogos com outras instituições, os adolescentes que participam do projeto tem a oportunidade de realizar apresentações para os mais variados públicos.

A ONG declara em seu site que os anos de experiências trabalhando com jovens e crianças deu a oportunidade para a equipe de pensar o mundo a partir do olhar dessa garotada. Um desafio que, de acordo com eles significa “desenvolver um olhar crítico sobre a cidade, seus territórios dispostos para a discriminação e a exclusão, sua organização do espaço urbano que reproduz ainda hoje, como há 120 anos, uma estrutura colonial, onde a cor é sinônimo de determinada condição social de (des)respeito e de falta de direitos e perspectiva de vida”

Essa declaração demonstra a riqueza dos projetos sociais desenvolvidos em Laranjeiras, assim como em outras partes do Rio de Janeiro e aponta para a importância que tais projetos tem na luta pela garantia de direitos e na inclusão social.