3 países mais generosos do mundo (e o Brasil) – 2020

Quais são os países que tem uma cultura mais consolidada de ajuda ao próximo e de doações financeiras?

É essa pergunta que queremos responder durante este artigo.

Para podermos analisar melhor esses dados e apresentarmos um ranking com uma boa metodologia utilizamos a pesquisa da Charities Aid Foundation (CAF).



Você pode encontrar a pesquisa aqui (em inglês)

Realizamos uma análise mais aprofundada dos três primeiros colocados e os motivos que levaram esses países a estarem no topo do ranking.

E como não podia faltar, incluímos a posição do Brasil no ranking mundial

É importante destacar que o estudo da CAF mensura 3 dimensões de generosidade: (a) ajuda a um estranho, (b) doação financeira e (c) doação de tempo com serviço voluntário.

1° – Estados Unidos

The United States flag icon - country flags

Os Estados Unidos assumem a liderança da pesquisa há 10 anos. O país conta com uma cultura muito forte de doação de tempo e de dinheiro para ideias que eles acreditam serem importantes para a sociedade. 

No país existe um pensamento consolidado de que projetos e iniciativas, sejam elas políticas ou sociais, que geram valor para a sociedade devem receber doações financeiras e de tempo. 

Um exemplo foi a doação de U$46 milhões para a campanha do candidato Bernie Sanders nos EUA para concorrer ao pleito democrata. A maior parte dessas doações veio de pessoas físicas que acreditavam nas ideias defendidas por Sanders

2° – Mianmar

Myanmar flag icon - country flags

A nação de Mianmar, localizada no sudoeste asiático, ocupa, curiosamente a segunda posição no ranking e ocupa a liderança quando analisamos apenas as doações financeiras. 

O motivo para o alto volume de doações financeira se dever porque o pais tem como base religiosa o budismo da linha Theravada. 

Com isso, a sociedade como um todo entende que é necessário, para o bem estar da nação, financiar pessoas que decidem levar uma vida no monastério e se dedicando exclusivamente a práticas religiosas. 

Essas pessoas que optam por viver desta forma, completamente focadas nas práticas do budismo Theravada, tem quase que a totalidade dos seus custos de vida financiados pela própria sociedade de Mainmar. Muito interessate, não?

3° – Nova Zelândia

New zealand, rounded, circular, national, country, national flag, flag icon  - Download

A pequena ilha da Oceania assume a terceira colocação no raking. O país é conhecido por estimular a cultura da doação e de voluntário entre seus cidadãos, sendo um traço cultural dos neozelandeses. 

A prática da filantropia empresarial também é um ato estimulado por diversas instituições do país como a Philanthropy New Zealand, que promove seminários e congressos orientando as pessoas e empresas a prática da filantropia inteligente como eles chamam.

E o Brasil?

Infelizmente, o Brasil ficou na posição de 74° no ranking mundial

Os motivos por estarmos tão atrasados na cultura de doação em comparação com os primeiros no ranking são diversos, mas vale a pena destacar alguns pontos relevantes:

1)As formas de doação no Brasil são muito variadas e complexas, tanto para pessoas como para empresas. Isso acaba não incentivando a prática da doação.

2)Com a dificuldade de ONGs de arrecadarem recursos a conscientização de problemas, que deveriam ser feito por essas mesmas ONGs, fica prejudicada. A população acaba não sabendo que o problema existe e mesmo quando sabe que existe, não sabe como ajudar na prática

3)Em países desenvolvidos existe uma tradição filantrópica que começou a ser estabelecida no século XXI. Andrew Carnegie e John Rockefeller foram pioneiros no entendimento de que a filantropia devolvia um bem valioso para a sociedade: seu desenvolvimento igualitário.

Aqui na SBS estamos fazendo nossa parte para estimular doações para as pessoas mais impactadas pela pandemia do coronavírus. Clique aqui para conhecer nossa iniciativa.

Perspectivas de mudanças no Brasil

Os números de doações de pessoas físicas e de empresas durante a pandemia do coronavirus é a boa notícia.

Notamos que durante este período, especificamente nos primeiros 3 meses após o decreto de isolamento social, muitas pessoas se solidarizaram para diversas causas e realizaram contribuições relevantes para projetos sociais e ONGs.

Nós da Sociedade Brasileira para Solidariedade notamos esse acréscimo nas doações, o que nos possibilitou alimentar centenas de famílias carentes com envio de cestas básicas para várias comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia do coronavírus.

O Monitor de Doações da COVID-19 também é um sinal animador sobre esse fato.

A pergunta que fica é se as ações que ocorreram durante o período mais grave da pandemia deixarão um legado de solidariedade entre a população brasileira.

Veja o Ranking Completo aqui (a partir da página 23)