Quando, como e porque nasceu a cesta básica no Brasil?

A cesta básica foi criada por um decreto do governo de Getúlio Vargas, em 1938.

O pensamento central era atribuir o valor de uma cesta básica como um dos principais componente de definição do valor do salário mínimo. 

A ideia era fornecer um salário mínimo ao trabalhador onde ele pudesse arcar com os custos de uma alimentação básica para sobrevivência, além de outros custos relacionados a sua vida como moradia. 

Com isso foi feito uma relação de alimentos que atendessem essa necessidade, e assim essa listagem tornou-se a base do salário mínimo na época.



Essa política deu certo?

O DIEESE é responsável por fazer o cálculo sobre os custos de vida dos brasileiros e apresentar qual valor seria um salário mínimo considerado justo. 

Por justo, queremos dizer qual salário mínimo seria necessário para cobrir todas as despesas relacionadas a direitos constitucionais do trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Levando em consideração essas variáveis o valor justo a ser pago como salário mínimo nos meses de 2020 são apresentados na tabela abaixo:

Quantas cestas básicas consigo comprar com um salário mínimo?

Para entender a real situação do trabalhador brasileiro precisamos analisar quantas cestas básicas um salário mínimo conseguiu comprar ao longo dos anos. 

Esse fator é importante porque sabemos que uma cesta básica normalmente atende uma família de até 4 pessoas por, no máximo, cerca de 10 dias. 

Afinal, ao longo dos anos, qual a quantidade de cestas básicas que o trabalhar que ganha um salário mínimo conseguia comprar no mercado?

Infelizmente esses dados mostram pro tamanho da desigualdade e do desafio que temos a frente para fornecer qualidade de vida para as famílias mais vulneráveis do Brasil.

Nós da SBS entendendo das dificuldades do povo trabalhador em conseguir os proventos necessários para garantir alimentação para sua família criamos uma campanha para levar cestas básicas para comunidades carentes do Rio de Janeiro. 

A campanha começou durante a pandemia do coronavirus e seguirá ativa até entendermos que o cenário socioeconômico da pandemia não está tão desafiador para famílias carentes.